Daqui a um mês

Dia vinte e seis de setembro eu completo duas dúzias de anos. Ou seja, falta exatamente um mês para esse dia chegar. Acordei faceiro hoje, sem a habitual cefaléia que me acompanha há dias, e comentei todo pimpão com meu chefe esse fato que é de tamanha relevância para a minha pessoa, afinal, estamos falando do meu aniversário, e eu adoro completar primaveras. Contudo, do alto de uma insensibilidade cadavérica, ele mal balbuciou uma resposta inerte. É um cocozento mesmo.

Ando pensando tanto, que dá até um mal-estar. Aliás, pensar de maneira exacerbada tem me feito escrever pouquíssimo, uma vez que eu remancho pra cá, tastaveio pra lá e acabo jogando pra escanteio qualquer tema que brote em minha outrora fértil imaginação. Antes era pá-pum, bateu valeu, bobeou, vira texto. Tão fácil, tão lépido, quanta alegria. Encher esse espaço de letras fazia meus dias mais felizes.

Essas intempéries da vida é que me deixam intrigado, angustiado e pensando abobrinhas. Às vezes, eu penso que podia ser tudo tão mais fácil, mas parece que onde eu ponho a mão cria um nó. Tudo complica! Tanto, que as melhores horas dos meus dias são quando eu ostento um valoroso copo de cerveja e dispenso as sórdidas reflexões que trincam meu cerebelo. Preciso pensar em não pensar tanto, deve ser isso.

A essa altura, como já fiz tantas vezes, a vontade que dá é selecionar os três parágrafos acima, apertar backspace, mandar à potaquepareu e ir dormir. Hoje, todavia, não farei isso. Preciso dar uma guinada na minha vida, mudar algo verdadeiramente, radicalizar. O primeiro passo é não apagar os textos ruins, eles precisam ser a prova concreta de que assim não dá pra ficar. Quem sabe, envergonhado, eu volte a produzir algo que preste, porque nem eu me aguento mais desse jeito.

Em um mês, Deus me ajude, aniversariarei (futuro do presente simples, saca?) mais feliz e deixarei para trás apenas mais um inferno astral.

10 comentários:

  1. Quanta animação para quem está prestes a completar os temíveis vinte e quatro anos de vida...


    Saudade de ti, amado.
    Não penses que esqueci, não.

    :*

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  2. Já fui de gostar do meu niver, hoje, por algum motivo, não gosto mais...

    Ô moçinho, saudade de tu, visse? Gosto demais de te ler.

    Beijãoooo

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  3. Oi Antônio;

    Eu adoro esse teu estilo "gaúcho-elegante" de escrever. Inferno astral? A boa noticia é que não será o último, mas não vai durar pra sempre também.

    Bjo.

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  4. Um novo ano que chega. Momento de reflexão e mudança interna.

    Bjo

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  5. Vai deixar o próximo post para o 26 de setembro? rsrsrs
    Tô brincando. Saudade desse teu humor.
    Beijos.

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  6. kkkkkkkkkkk

    adorei a parte do backspace hehehehehe

    ohhhh, volteiiiiiiii

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  7. Aê, amigos de blog! haha. Nunca pensei que falaria isso, mas fiquei feliz de saber que tu me descobriu :D E esse teu post aí, me encorajou a postar hoje. Eu também penso demais e apago tudo o que escrevo. Não fiz isso hoje, e a culpa é tua!

    Morro de saudades tua, Antônieto! E tu ainda me deve uma dança, não? haha

    Muitos beijos :*

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