Minha singela homenagem

Cada pessoa tem seu próprio jeito de escrever, seu método, sua proposta, seu momento inspirador específico. Falo dos chegados à literatura, que o fazem por hobby, ainda que os grandes gênios profissionais da área provavelmente também o façam por livre passatempo em determinados momentos.
Eu, no entanto, necessito de uma certa predisposição para que uma ideia flua da maneira correta em meu processo criativo. Meus insights, por exemplo, não rendem quando sou pressionado a criar. Sempre escrevi sem compromisso com nada, inclusive cansei de iniciar textos sem título e sem rumo, surpreendendo a mim mesmo após o resultado final.
Também não sou afeito a revisões, e isso é uma falha. De qualquer forma, não costumo reler um texto escrito e mudá-lo cirurgicamente, preferindo mantê-lo um tanto disforme, porém autêntico. É assim que funciona meu jeito "quemomentista" de ser.
Bueno, mas a proposta de hoje - sim, porque também escrevo eventualmente com alguma proposta pronta - é homenagear duas pessoas que, por aquelas coincidências da vida que ninguém explica, aniversariam no mesmo dia. O primeiro é um pupilo, um rapazinho de intelecto privilegiado que hoje atinge aquela idade que, anos mais tarde, a gente se arrepende de ter cruzado a barreira: os dezoito. Do outro lado do Brasil, há uma potiguar arretada a quem considero o verdadeiro milagre da blogosfera. Sem querer diminuir os demais amigos que fiz neste meio, ela foi a única a quem consegui conhecer pessoalmente até hoje, dar um abraço apertado e ter a certeza de que um comentário de blog pode se transformar numa realidade palpável.
Marquinhos e Élida, que pessoas! Não vou aqui descrevê-los, nem derreter-me em homenagens. Prefiro apenas, em dois parágrafos, deixar claro o que vocês representam para mim, mesmo que atualmente aquela nossa febre de outrora, que borbulhava em nossos comentários trocados via blogs já não seja mais tão efusiva. Considero que hoje nossa amizade atingiu aquele patamar estável, onde amamos mesmo sem o contato diário. É, é mais ou menos isso.
Bueno, Marcus Vinícius sempre foi aquele guri para quem eu olhava e pensava: "putz, por que não fui assim com treze anos (ou catorze, ou quinze, ou dezesseis)?". É consenso que ele está à frente de seu tempo. Sua expressão, sua maneira de pensar e intelecto são frutos de uma verdadeira bênção divina. Deus é tão generoso, que escolhe bem seus presenteados, afinal, o guri merece. Tenho profundo orgulho de fazer parte de um pouco do desenvolvimento dele, de ter emprestado um pouco da minha malemolência ao seu jeito de ser, característica que ele pegou para si, modelou com maestria e transformou num inteligente "estilo Marquinhos de viver a vida".
Já Élida, nossa... Pensar nessa história, num primeiro momento, traz à tona as reticências. Nos conhecemos de uma forma tão inusitada que, no dia do meu casamento, quando a vi chegando, tive a certeza de que o blog realmente desempenha um papel importante na minha vida. A menina simplesmente pegou um avião no Rio Grande do Norte, cruzou o Brasil pelos ares e veio assistir ao meu casamento em Novo Hamburgo, algo totalmente impensado para alguém que jamais havia me conhecido pessoalmente. Foi aquele momento de clímax, em que nossa amizade solidificou-se para sempre. Novamente respeitando aos demais, mas foi o melhor presente que recebi, falando como pessoa, e não como noivo.
Enfim, hoje essas duas grandes figuras são agraciadas por Deus ao completarem mais um ano de vida. Os meus desejos? Ora, os de praxe! Não há como fugir do lugar-comum das felicitações, aqueles bons sentimentos de sempre. No entanto, o que eu quero de verdade é que os dois permaneçam e participem da minha vida para sempre; é ver Marquinhos completar, não dezoito, mas setenta anos; é conhecer Natal e não gastar com hospedagem (momento sovina); é podermos sentar os três algum dia, sem hora marcada para começar ou terminar, e podermos conversar à vontade, sem relógio e sem limites.

Amo vocês dois, meus amigos. Obrigado por existirem e, mais que isso, serem a história viva deste blogueiro.

Feliz aniversário!

A foto que entrou para a história.

4 comentários:

  1. Eu pensei em ler e depois voltar pra comentar, mas não dá.
    Impossível não ler isso e precisar tirar o óculos porque ele já está todo cheio de lágrimas.

    Branco, você (junto com Kari e Marquinhos) foi um super milagre que a internet pôde me proporcionar.
    Meeeeeeeu Deus, como chorei minhas pitangas, como eu sorri, me senti acolhida, amada, abraçada!
    me vi acabar uma faculdade, acabar e começar namoros, crescer, amadurecer (e alisar o cabelo. oi?).
    Assim como te vi crescer, assumir que é Dani que vc ama, correr atrás, acabarem de novo e voltarem pra ser pra valer. Assim como mudar de emprego e começar a facul (que espero que vc venha a terminar algum dia). Acompanhei o seu amor pelos seus avós, o falecimento de um deles, a dor que isso causou etc etc etc.
    Acompanhamos tudo um do outro.
    E, Branquelo, isso não tem preço. Não tem meeeeeesmo!

    Não tem preço saber que tem um gaúcho tão especial que me ama e que eu amo tanto, um amigo gigaaaante que eu sempre lembro com muito carinho.
    Não tem preço ter dividido o momento do seu casamento (que, pqp!, foi LINDO!!!!) com Dani (liiiinda também!).

    Fico feliz demais por tudo e só tenho a agradecer por Deus agir de forma tão linda!

    Muito obrigada, Antônio, pela homenagem, pela amizade, pelas ligações, por tudo!
    Amo demais, demais.

    beijãoooo

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  2. Pq não saiu com meu nome, ora?!
    hum!

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  3. Ainda tantos anos depois de termos começado a nos conhecer, mesmo depois de atingirmos esse patamar de que falou... continua a me surpreender, seu bundão.

    Ontem, no rock, (já não muito sóbrio, admito, mas quando o álcool entra a verdade sai) disse algo, e uma das pessoas em que mais pensei quando disse isso foi tu:

    "Eu não tenho muita coisa, mas em matéria de amigos eu sou bilionário".

    Tchê, tu é uma pessoa que vale ouro.

    Quanto a desejos pro futuro... Acho que é chover no molhado desejar continuar ser teu amigo, participar da tua vida; isso é uma certeza matemática. O que eu queria é que tivéssemos mais tempo para passar juntos, queria de volta aquelas conversas compridas.

    E a ida pra Natal sai, sim, com certeza! E não quero pagar hospedagem também :P

    Muito obrigado pela homenagem, mano velho!

    Abraço!

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