"Eu juro que é melhor não ser o normal..."

Sabem quando a gente vicia numa música? A danada não sai da cabeça, fica martelando o tempo todo. Tô quieto, fazendo nada com maestria e, quando vejo, o batuque involuntário é no ritmo dela, ou o assovio, e até mesmo a própria letra sussurrada.

Há dias que me identifico com a Balada do Louco, dos Mutantes. Tudo começou lá em Minas, quando o coro de lá encerrou sua apresentação com essa música. Por sorte, consegui filmar ela inteira, e o fato de tê-la salva em meu computador contribui um bocado para alimentar o vício. Foi uma performance tão sublime, que penetrou meu inconsciente, e agora não consigo mais me livrar dessa legítima loucura.

É uma sensação de liberdade, originalidade e, claro, doideira, tudo junto. Tá certo que eu não faço uso de alucinógenos, nunca precisei disso, mas, sim, me considero um louco. Até fiz um álbum no Orkut com a letra, de tanto que eu me identifiquei.

Loucura mesmo é viver, sabem disso? É enfrentar uma série de problemas aparentemente insolúveis e, mesmo assim, sorrir. Ou então, mesmo tendo casa, comida, cama quentinha e roupa lavada, queixar-se de algum problema que, para quem não conta com os ítens da citação anterior, soaria como irrisório.

Doido é ser controverso, avesso, mas ser visto como certinho. É não fazer nada para alguém e ser tudo para a mesma pessoa, ou fazer tudo por um aceno e ser tratado como um espectro inexistente.

A diversidade é curiosa. O que serve pra um é dispensado pelo outro. A tua galinha dos ovos de ouro vira canja no prato do teu melhor amigo. É a discordância entre os semelhantes, a contrariedade entre os iguais. "Tua cabeça, teu guia". Sendo assim, quantos guias há numa só estrada?

E, finalmente, vem o melhor de tudo, quando, depois de analisar, pensar, conjecturar e fundir os miolos, se conclui apenas que "louco é quem me diz que não é feliz, não é feliz".

8 comentários:

  1. ate certo ponto acho que me falta um pouco mais de loucura! pq nao to mto feliz nao!
    mas enfim a vida segue e tem premio pra ti la no cartas!

    beijaoo

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  2. Louco é quem não aceita a felicidade que os outros (nós) encontram na loucura!

    Eu sou louco e assumo! Mongolice é comigo mesmo. Sem falar em todas as antíteses verdadeiras que tu postaste no texto.

    E sobre música, eu to com aquela "temos toooodo o tempo do mundooo", que eu escutei na propaganda de um programa de universidade para pessoas mais velhas, algo assim, que eu vi na União FM.

    Preferia a Balada do Louco...

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  3. ontem ouvi essa música ;-D

    adoro.


    bjo*

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  4. Ah, cada uma com sua individualidade, cada um com sua capacidade de carregar a cruz.
    Para mim que tenho casa e comida, tenho outras coisas para reclamar... Mas para a pessoa que não tem, reclama da falta da casa, da comida.
    E é essa individulidade que faz do ser humano tão fantástico.
    Obrigada pelo apoio no blog.
    Bjitos!

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  5. Vez em quando algumas músicas entram assim também na minha cabeça e canto até quando não devo.
    Mesmo viver sendo uma loucura eu quero ainda essa loucura por muito tempo... hehehehehe
    Beijão Tônio!

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  6. Pior é viciar numa música ruim...

    Mas sabe, adorei a reflexão... A minha mãe pintou um quadrinho e tem na frente de casa: "Aqui somos todos loucos, uns pelos outros!".

    Ser louco, talves seja, estar vivo!!!

    Bom te ler novamente!!!!

    Beijão

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  7. "Não podemo se entregá pros homi de jeito nenhum!" tô aqui de volta!!

    Curioso esse negócio de música na cabeça... comigo funciona como uma espécie de bússula. Uma coisa meio conselho/dica/pista do Mestre dos Magos.

    Lembro de estar super deprê, começando um trabalho novo, num ambiente novo, hostil pra mim. Tirava forças não sei de onde pra ir todos os dias lá e todos os dias meu cérebro martelava uma música do Rappa, na verdade só um trecho. Esse trecho: "a vitória de um homem às vezes se esconde no gesto forte que só ele pode ver". Quando me dei conta do que eu tava cantando fui obrigada a sorrir de mim mesma. Não preciso te dizer que, a partir de então, as coisas ficaram mais fáceis de encarar.

    Bom te ler de volta!
    beijão

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  8. Loucos! de marré, marré, marré!

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