Meu peito até parece sabe o quê?

Tiro ao Álvaro by Demônios da Garoa on Grooveshark

A quase um dia do lançamento do livro, confesso que está difícil pensar, raciocinar ou produzir qualquer coisa que não seja imaginar o momento em que receberei os amigos para confraternizar e oficializar a existência do Que Momento! na esfera literária. É o salto do mundo blogueiro para o lado de fora da tela do computador. Um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para... mim mesmo.
Hoje, por exemplo, não tem crônica. Vim até aqui apenas para despejar gotículas da minha ansiedade sobre você, paciente leitor que acompanhou esta saga quemomentista. Meio atabalhoado, tropeçando nas faculdades mentais, porém com uma vontade absurda de expressar o sentimento que me acomete e faz com que eu esteja zanzando dentro de casa, tirando fotos das minhas caretas e parecendo um piazito de sete anos.
Pela manhã dei minha primeira entrevista como escritor. Não tenho muito jeito à frente das câmeras, por mais cênico que digam que eu seja. Minha voz fica de taquara rachada nas gravações, não sei a maneira certa de posicionar o corpo e o estilo prolixo que me persegue compromete a árdua tarefa de resumir uma ideia em três minutos. Ainda assim, gravei como tinha de ser e estou ansioso por ver o resultado.
Falando em ansiedade, pior ainda é durante as aulas da faculdade. Estou absorvendo pouco do conteúdo que os professores estão passando nas últimas semanas. Consigo concentrar minha atenção até um determinado ponto da aula, de repente ganho um tilt no cérebro e minhas sinapses ficam seriamente comprometidas.
Já que toquei no ponto sináptico da coisa, vejam que coisa curiosa: na aula de Fisiologia tudo ia muito bem, dediquei todo o meu foco à explanação da professora e fui até ficando contente com o fato de atingir tamanho grau de concentração. Até que ela falou na tal estricnina. Foi literalmente um veneno! Remeti meu pensamento imediatamente ao sucesso de Adoniram Barbosa eternizado nas vozes dos Demônios da Garoa e, de súbito, viajei na maionese. Rasguei um pedaço de papel, rabisquei os versos e passei para uma colega:

"Teu olhar mata mais que bala de carabina,
que veneno ESTRICNINA,
que peixeira de baiano..."

Ali jazeu completamente a absorção de qualquer informação relevante sobre sinapses. Fiquei trocando bilhetinhos aleatórios com a amiga, que por sua vez também desligou-se da aula por minha culpa e todos permanecemos ignorantes e estacionados no maldito efeito da estricnina que transformou-nos em ratos acuados pela falta do saber.

Assim está a minha vida até quinta-feira à noite, feito "tauba de tiro ao Álvaro". Sem ter mais onde furar.

Eficaz contra camundongos e aprendizados.


3 comentários:

  1. Eeeeeeeeeeu queria morar pertinho e estar aí amanhã mimimimimi

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  2. Ser teu colega de turma deve ser coisa doutro mundo Ton! hahahaha
    Quem der poder ter o imenso prazer de estar te aplaudindo hoje!
    Mas cá de longe, das Minas Gerais, torço imensamente por ti! ;)

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